Fingertips abrem George Michael
A
produtora Ritmos & Blues só ontem,
ao fim da tarde, divulgou a banda
que vai fazer a primeira parte do
concerto de George Michael do
próximo sábado no Estádio Cidade de
Coimbra. A escolha recaiu sobre uma
banda portuguesa - os Fingertips.
O que não deixa de ser
surpreendente, pois quando a
produtora apresentou o concerto do
cantor britânico deixou entender que
muito dificilmente George Michael
daria hipótese a um grupo português
de actuar na primeira parte do seu
espectáculo, pois tudo indicava que
quem actuasse na abertura do
concerto iria acompanhar o artista
na digressão europeia de 33 datas,
que arranca precisamente em Coimbra.
No entanto, cabe mesmo aos
Fingertips, que lançaram
recentemente o álbum "Catharsis",
abrir o espectáculo de George
Michael. Mas o grupo português
apenas fará o concerto de Coimbra,
não acompanhando o ex-Wham na
"tournée" europeia, a não ser que
surjam novas supresas...
Para a banda lusa, a presença numa
primeira parte de um artista
internacional de renome nem é
novidade, já que o grupo teve igual
desempenho em concertos dos Queen
(com o vocalista Paul Rogers), The
Corrs e Nelly Furtado.
À margem disto, a Ritmo & Blues,
pela voz de Álvaro Ramos, disse,
ontem, que até agora só têm
contabilizados 15 mil bilhetes
vendidos através do sistema online.
Disse desconhecer ainda quantos
ingressos já foram vendidos no
clássico sistema de venda directa.
Todavia, não é credível que o
concerto de Coimbra atinja as 40 mil
pessoas previstas e desejadas pela
organização.
Álvaro Ramos disse ainda que se
espera um público "três quartos de
fora de Coimbra", pelo que tudo
estará montado para que sejam
"confortavelmente recebidos em
Coimbra". O trânsito vai ser cortado
a partir das 14 horas, abrindo-se
uma larga zona pedonal. Quem chegar
a Coimbra poderá usufruir dos
parques de estacionamento
periféricos. Pelo preço de dois
euros podem guardar o carro e
aproveitar o serviço de autocarros
entre os parques e o estádio. Na rua
vão estar entre 60 a 80 elementos da
PSP, "atentos à venda ambulante", e
quatro ambulâncias da Cruz Vermelha,
com 60 voluntários.