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Tabaco: CDS vota a favor da lei mas pede alterações
 

O CDS-PP vai votar a favor, na generalidade, quarta-feira, a proposta do Governo de lei do tabaco, mas dará liberdade de voto aos seus deputados e bater-se-á por alterações na especialidade para tornar a legislação mais «equilibrada».

 

A proposta do Governo foi aprovada em Conselho de Ministros no dia 1 de Março e cabe agora à Assembleia da República discutir e aprovar uma lei que terá consequências no seu próprio funcionamento - entre outras medidas, o diploma proíbe o fumo nas instalações de todos os órgãos de soberania.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da bancada do CDS-PP Pedro Mota Soares disse que se entendeu dar liberdade de voto face à proposta de lei do tabaco «porque não se trata de uma matéria de política fundamental em relação ao Governo do país».

«Nenhum deputado do CDS-PP solicitou a liberdade de voto. A opção partiu exclusivamente da direcção da bancada e admito que haja deputados que não votem a favor a proposta do Governo», afirmou Pedro Mota Soares.

Por sua vez, o deputado do CDS-PP Hélder Amaral referiu que «a proposta do Governo vai no sentido da legislação adoptada na generalidade dos países europeus em relação aos malefícios do tabaco e protecção dos não fumadores, mas precisa de ser mais equilibrada».

«Por essa razão, esperamos que o Governo e o PS estejam abertos a alterações na especialidade», disse, antes de apontar como «curto» o período de adaptação de um ano previsto no diploma no que respeita às limitações do fumo no sector da restauração.

«O CDS-PP propõe um período de três anos. Muitos estabelecimentos hoteleiros terão de fazer obras para terem apenas 30% do seu espaço destinado a fumadores», argumentou.

Hélder Amaral defendeu a possibilidade de nos gabinetes individuais, ocupados apenas por uma pessoa, se manter a possibilidade de fumar.

«Esta abertura visa proteger a produtividade no país», disse, advertindo que serão «elevados» os prejuízos de obrigar o fumador a abandonar o seu local de trabalho para consumir tabaco.

O deputado do CDS-PP lamentou ainda a existência de um «certo fundamentalismo» no diploma do Governo, que prevê «coimas excessivas para os fumadores».

«Ao contrário do que alguns pretendem com os toxicodependentes, de forma a isentá-los de multas e tratá-los só como doentes, como os fumadores há agora uma tendência para os punir e criminalizar. Ora, o tabaco não é uma droga ilícita», advogou o dirigente democrata-cristão.

Ainda de acordo com Hélder Amaral, «seria razoável que a futura lei do tabaco contemple a possibilidade de existirem bares e restaurantes de fumadores».

«Desde que os funcionários desses estabelecimentos aceitem trabalhar num espaço de fumo, entendemos que se deve respeitar a opção que vier a ser tomada pelo proprietário», justificou.

fonte: Diário Digial /Lusa

 
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